O mal-estar na civilização – Freud

maio 30, 2015

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Reinaldo Moraes – cheirinho de amor

maio 14, 2015

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Sobre livros

junho 4, 2013

É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós.

Franz kafka


BARBA ENSOPADA DE SANGUE – DANIEL GALERA

junho 1, 2013

“Trabalhei com persuasão minha vida toda, a persuasão é o maior câncer do comportamento humano. Ninguém nunca devia ser convencido de nada. As pessoas sabem o que querem e sabem do que precisam.”

“O que seria da gente sem falsas esperanças?””

“O corpo é sua própria cápsula do tempo e sua viagem é sempre um pouco pública, por mais que a tentemos esconder ou maquiar.””

“A vida não é pra amador.””

“Sente a presença constante de uma coisa indefinida que está demorando pra acontecer. Fases assim são o mais próximo que conhece da infelicidade. Às vezes desconfia que está infeliz. Mas se ser infeliz é isso, pensa, a vida é de uma clemência prodigiosa. Pode ser que ainda não tenha visto nem sombra do pior mas se sente preparado.””

“Para cada surpresa há dezenas ou centenas de confirmações do que já era mais ou menos esperado ou intuído e toda essa previsibilidade tende a passar desapercebida.”

“Na real existem mil definições de mito, mas quase todas sugerem que um mito carrega uma verdade de algum tipo, por mais obscura que seja, sobre os desafios e os significados da vida. São histórias ligadas ao herói, o cara que enfrenta provações para atingir um objetivo e tal. Os padrões dessas histórias vão ficando ao longo do tempo. A força delas é atemporal. A idolatria tem a ver com o ídolo, que é a imagem ou a representaçã ode uma divindade. idolatria é valorizar o ídolo tanto quanto ou até mais que a divindade em si. Ou seja, o que tá implícito na idolatria não é uma verdade, como no mito, e sim uma mentira ou falsificação. E então esse cara diz que na nossa geração é muito fácil idolatrar, mas muito difícil valorizar e reconhecer mitos. A ideia tradicional de mito estaria em decadência por causa da velocidade da transformação social, do excesso  de informação, do individualismo fora de controle et cetera. A gente estaria vivendo o momento histórico da transição do mito pro ídolo. Enfim. Mais ou menos isso.”

“A gente tá vivendo a Era do Tá Foda. É uma sociedade inteira despreparada pro sofrimento ou consciente demais do sofrimento. Quanto mais a gente compreende e trata o sofrimento mais a gente acha que sofre e ao mesmo tempo o sofrimento dos outros começa a parecer frescura.””

“Sentia como se os anos, depois dos vinte, tivessem perdido a personalidade única que possuem na juventude e tornado nada além de referências vagas de que a vida passa.”

“Há apenas dois lugares possíveis para uma pessoa. A família é um deles. O outro é o mundo inteiro. Às vezes não é fácil saber em qual dos dois estamos.””

“O que eu fiz de errado eu carrego comigo. Nada some porque a gente decide, porque a gente quer. Ninguém pode me tirar o mal que eu fiz pros outros. A gente precisa disso pra ser uma pessoa melhor. Perdoar é como fingir que não existe. Mas a vida é resultado do que a gente fez. Não faz sentido agir como se algo não tivesse acontecido.”

 

 

 


A era da loucura – Michael Foley

fevereiro 6, 2012

“ Marx também foi demasiado simplista ao presumir que o condicionamento sempre nasce da direita. Em épocas recentes, ele tem vindo com a mesma frequência da esquerda. Os anos 1970 foram uma década de liberação, de revolta contra a injustiça e de exigência de reconhecimento de direitos. Mas, com o tempo, a demanda por reconhecimentos específicos foi se transformando numa exigência generalizada de atenção, e o ódio a determinadas injustiças, num sentimento generalizado do descontentamento e ressentimento. O resultado é uma cultura de reivindicação de direitos, de busca de atenção e reclamações. A demanda por atenção é cada vez mais forte e variada, consequência do vazio interior que requer uma identidade conferida de fora: sou visto, logo existo.”

“ A valorização do potencial é uma forma de cobiça que acredita que sempre existe algo melhor logo ali. Mas o charme do potencial está em valorizar o futuro as custas de desvalorizar o presente. Seja o que for que esteja acontecendo, hoje já é ontém, e a única verdadeira excitação é a Próxima Novidade – o próximo amor, emprego, projeto, férias, destino ou refeição. Por isso, a solução mais atraente para os problemas é a fuga. Se há dificuldtades no relacionamento ou no trabalho, a tentação é mudar. Isso exclui qualquer possibilidade de desfrutar a sensação de enfrentar e superar problemas e destrói a capacidade de transformar adversidades em vantagens, aconteça o que acontecer.”

“Muitas dessas tendências contemporâneas estão inter-relacionadas, A tendência à infantilidade é com certeza uma reação à era da liberação. É um erro comum presumir que a liberação é por si só suficiente para a realização, que tudo vai ficar bem se conseguirmos escapar de um emprego que corrói a alma, de um relacionamento opressivo, de uma cidade sombria. Mas acontece que liberdade não gera automaticamente realização. Pelo contrário, liberdade requer trabalho duro e incessante. As velhas tradições podem ser opresivas,  mas viver sem elas é incerto, complicado, confuso e estressante. Ter que tomar uma decisão a partir de análise de premissas é exaustivo. O potencial de infinitas posibilidades se transforma na perpelexidade diante de infinitas opções. E daí o retrocesso: um profundo desejo de agir por impulso e não por deliberação, de seguir a emoção ao invés da razão, de preferir o que é certo, simples, fácil e passivo. A árdua responsabilidade de ser adulto gera uma profunda nostalgia do prazer de desfrutar um amor incondicional, de comer, beber, usar fraldas e dormir ouvindo uma canção de ninar.”

“ O entusiasmo sente-se mais à vontade na poesia e no jazz – e não é coincidência que ambos tenham o ritmo como base. Mas o caráter espontâneo, direto e breve dos bons poemas e dos solos de jazz os faz parecer fáceis. Parece que qualquer pessoa poderia ter feito aquilo. Assim, todo mundo tenta, e por isso 99 por cento da poesia e do jazz são um lixo deprimente. Porque a excelência requer tempo e energia.”

“Os casamentos fracassam porque o desprezo é um ácido tão corrosivo que dissolve qualquer laço. Mas um parceiro independente, por mais que seja difícil conviver com ele tem uma possibilidade muito menos de inspirar desprezo. Portanto, um casal terá maiores chances de crescer junto se cada um estimular o outro a crescer independente – e o paradoxo é que, no amor maduro, o distanciamento favorece o apego. Como disse Rilke: “ Uma pessoa apaixonada tem que tentar se comportar como se tivesse que realizar uma tarefa importante: tem que passar muito tempo só, refletindo e pensando, recuperando seu auto-controle; tem que trabalhar; tem que se tornar algo.” Trata-se de um conselho radical: para ter sucesso como amante, passe mais tempo só.”

“ A depressão é muitas vezes o destino da personalidade moderna – ambiciosa – faminta por atenção e ressentida, sempre convencida de merecer mais, sempre perseguida pela possibilidade de estar perdendo algo melhor, sempre sofrendo pela falta de reconhecimento e sempre insatisfeita. É preciso reencontrar a coragem e a humildade de Sísifo, que não exige recompensa, mas sabe transformar qualquer atividade em sua própria recompensa. Sísifo é feliz com o absurdo e a insignificância de seu ato de empurrar constantemente uma rocha montanha acima.”


Mais estranho que a ficção – Chuck Palahniuk

outubro 7, 2011

“Vivemos nossas vidas de acordo com histórias. De ser irlandês ou de ser negro. De trabalhar duro ou de injetar heroína. De ser macho ou fêmea. E passamos toda a vida à procura de provas – fatos e evidiências – que corroborem nossa história. Um escritor simplesmente reconhece essa face da natureza humana. Toda vez que cria um personagem, olha para o mundo como esse personagem, à procura de detalhes que tornem aquela realidade uma realidade verdadeira.”


El juego del ángel

setembro 15, 2011

¨_Como en la literatura, a o en cualquier acto de comunicación, lo que confiere efectividad es la forma y no el contenido. –

_Me está usted diciendo que una doctrina viene a ser un cuento.

_Todo es cuento, Martín. Lo que creemos, lo que conocemos, lo que recordamos e incluso lo que soñamos. Todo es un cuento, una narración, una secuencia de sucesos y personajes que comunican contenido emocional. Un acto de fe es un acto de aceptación, aceptación de una historia que se nos cuenta. Sólo aceptamos como verdadero aquello que puede ser narrado.¨

¨ A nadie se le puede convencer de verdad de lo que necesita creer por imperativo biológico. Está en nuestra naturaleza sobrevivir. La fe es una respuesta instintiva a aspectos de la existencia que no podemos explicar de otro modo, bien sea el vacío moral que percibimos en el universo, la certeza de la muerte, el misterio del origen de las cosas o el sentido de nuestra propria vida o la ausencia de él. Son aspectos elementales y de extraordinaria sencillez, pero nuestras propias limitaciones nos impiden responder de un modo inequívoco a esas perguntas y por ese motivo generamos, como defensa, una respuesta emocional. Es simple y pura biología. Toda interpretación u observación de realidad lo es por necesidad. En este caso, el problema radica en que el hombre es un animal moral abandonado en un universo amoral y condenado a una existencia finita y sin otro significado que perpetuar el ciclo natural de la especie. Es imposible sobrevivir en un estado prolongado de realidad, al menos para un ser humano. Pasamos buena parte de nuestras vidas soñando, sobre todo cuando estamos despierto. Como digo, simple biología¨

¨ La letra de la canción es lo que creemos entender, pero lo que nos hace creerla o no es la música.¨

¨_ Ah, intelectuales. Y usted quería contratarse a uno. ¿ Porque será que cuanto menos tiene que decir alguien lo dice de la manera más pomposa y pedante posible? ¿Será que para engañar al mundo o a sí mismos?

_Posiblemente lás dos cosas.¨

¨_¿ Qué es la verdad emocional?

-Es la sinceridad dentro de la ficción.¨