Mais estranho que a ficção – Chuck Palahniuk

outubro 7, 2011

“Vivemos nossas vidas de acordo com histórias. De ser irlandês ou de ser negro. De trabalhar duro ou de injetar heroína. De ser macho ou fêmea. E passamos toda a vida à procura de provas – fatos e evidiências – que corroborem nossa história. Um escritor simplesmente reconhece essa face da natureza humana. Toda vez que cria um personagem, olha para o mundo como esse personagem, à procura de detalhes que tornem aquela realidade uma realidade verdadeira.”


El juego del ángel

setembro 15, 2011

¨_Como en la literatura, a o en cualquier acto de comunicación, lo que confiere efectividad es la forma y no el contenido. –

_Me está usted diciendo que una doctrina viene a ser un cuento.

_Todo es cuento, Martín. Lo que creemos, lo que conocemos, lo que recordamos e incluso lo que soñamos. Todo es un cuento, una narración, una secuencia de sucesos y personajes que comunican contenido emocional. Un acto de fe es un acto de aceptación, aceptación de una historia que se nos cuenta. Sólo aceptamos como verdadero aquello que puede ser narrado.¨

¨ A nadie se le puede convencer de verdad de lo que necesita creer por imperativo biológico. Está en nuestra naturaleza sobrevivir. La fe es una respuesta instintiva a aspectos de la existencia que no podemos explicar de otro modo, bien sea el vacío moral que percibimos en el universo, la certeza de la muerte, el misterio del origen de las cosas o el sentido de nuestra propria vida o la ausencia de él. Son aspectos elementales y de extraordinaria sencillez, pero nuestras propias limitaciones nos impiden responder de un modo inequívoco a esas perguntas y por ese motivo generamos, como defensa, una respuesta emocional. Es simple y pura biología. Toda interpretación u observación de realidad lo es por necesidad. En este caso, el problema radica en que el hombre es un animal moral abandonado en un universo amoral y condenado a una existencia finita y sin otro significado que perpetuar el ciclo natural de la especie. Es imposible sobrevivir en un estado prolongado de realidad, al menos para un ser humano. Pasamos buena parte de nuestras vidas soñando, sobre todo cuando estamos despierto. Como digo, simple biología¨

¨ La letra de la canción es lo que creemos entender, pero lo que nos hace creerla o no es la música.¨

¨_ Ah, intelectuales. Y usted quería contratarse a uno. ¿ Porque será que cuanto menos tiene que decir alguien lo dice de la manera más pomposa y pedante posible? ¿Será que para engañar al mundo o a sí mismos?

_Posiblemente lás dos cosas.¨

¨_¿ Qué es la verdad emocional?

-Es la sinceridad dentro de la ficción.¨


Robert Pirsig – Zen e a arte da manutenção de motocicletas.

novembro 3, 2010

“As leis da natureza, como os fantasmas, são invenções humanas. As leis da lógica, da matemática, como os fantasmas, também são invenções humanas. Tudo é uma invenção humana, inclusive a idéia de que elas não são invenções. O mundo não tem absolutamente nenhuma existência fora da imaginação do ser humano. Todo ele é um fantasma, e na Antiguidade era reconhecido como tal, todo este bendito mundo em que vivemos. É governando por fantasmas. Nós vemos o que vemos porque esses fantasmas nos mostram, os fantasmas de Moisés, do Cristo, do Buda, de Platão, de Descartes, de Rousseau, de Jefferson, de Lincoln, e assim por diante. Isaac Newton é um fantasma muito bom, um dos melhores. Seu bom senso não é outra coisa senão as vozes de milhares e milhares de fantasmas do passado. Fantasmas e mais fantasmas. Fantasmas que tentam encontrar um lugar entre os vivos.”

“ Todos esforço que tem como ponto final a autoglorificação está fadado ao desastre. Quando você tenta escalar uma montanha para provar o quanto é grande, quase nunca conseguirá chegar ao final. E, mesmo que consiga, sua vitória será oca. Para sustentar a vitória, terá de colocar-se á prova reiteradamente e de diversas maneiras, indefinidamente, para sempre obrigado a manter uma imagem falsa, assombrado pelo medo que alguém descubra que ela é uma mentira. Esse não é o caminho – nunca.”

“ Nenhuma geometria pode ser mais verdadeira do que outra; só pode ser mais convincente. O critério da geometria não é a verdade, são suas vantagens.”

“ A ansiedade é armadilha para o pique, e é, de certo modo, o oposto da armadilha do ego. Você tem tanta certeza de que vai fazer tudo errado que tem medo de fazer qualquer coisa. Muitas vezes é isso, e não a “ preguiça”, que o impede de começar a trabalhar. A ansiedade, uma armadilha que resulta do excesso de motivação, pode produzir todo tipo de erros devidos ao cuidado excessivo. Você conserta o que não precisa de conserto e sai em busca de males imaginários. Tira conclusões extravagantes e, por nervosismo, enche a máquina de problemas. Quando erros são cometidos, eles tendem a connfirmar o mau juízo que você fazia de si mesmo. Isso produz mais erros, que o levam a subestimar-se mais ainda, formando um ciclo vicioso.”

“ É o modo de viver que nos predispõe e evitar armadilhas e prestar atenção aos fatos corretos. Quer  saber como pintar um quadro perfeito? Fácil. Seja perfeito e pinte naturalmente. É assim que fazem todos os especialistas. Pintar um quadro ou consertar uma motocicleta não são atividades separadas do resto da existência. Se você é desleixado em seus pensamentos nos seis dias da semana em que não trabalha com a moto, que truques, que meios de evitar armadilhas podem torná-lo subitamente inteligente no sétimo dia? Todas essas coisas andam juntas.”

“Se essa pessoa tomar a tarefa tediosa que está destinada a fazer – e todas as tarefas, mais cedo ou mais tarde, tornam-se tediosas – e, só para se divertir, começar a procurar opções de qualidade e a realizar secretamente estas opções, por nenhum outro motivo, senão por elas mesmas, fazendo assim da sua atividade uma arte, essa pessoal provavelmente vai descobrir que se tornará um indivíduo muito mais interessante e será menos encarada como uma objeto pelos que a rodeiam, pois suas decisões de qualidade também operam mudanças sobre ela.”


Eduardo Giannetti – A ilusão da alma – Biografia de uma idéia fixa

setembro 20, 2010

“ A ilusão conveniente é sorvida de um só gole; a verdade amarga, a conta-gotas.”

“ Os limites e restrições que a vida nos impõe – ou que sabiamente decidimos acatar – são o que muitas vezes nos protege de nós mesmos. A melhor vida para um Casanova, gênio da sedução, não é a melhor vida para um Fernando Pessoa, gênio da criação.”

“ Há silêncios que falam mais alto que qualquer berreiro.”

“ Nada é o que parece. A filosofia atomista adota uma abordagem em que partes explicam o todo – o micro determina o macro. A explicação dos fenômenos do mundo  físico em toda sua diversidade – os humanos e suas ações incluídos – tem causas comuns, a serem encontradas no modo como interagem as partículas mais elementares e simples de que são feitos. A combinação e recombinação dos átomos ( grego atomon: indivisível) – minúsculos e imperceptíveis corpúsculos, dos mais diferentes formatos, tamanhos e estruturas, que se movimentam, juntam-se e repelem-se incessantemente no espaço vazio – é a causa universal dos fenômenos observáveis e de tudo que acontece.”

“ Se eu pudesse escolher livremente aquilo em que acredito, preferiria acreditar que a Terra é o centro do universo, e não uma parte insignificante dele; preferiria acreditar na  existência de alguma forma de providência que zelasse pelos nosso destinos pessoais e coletivos; preferiria acreditar na perenidade da alma após a morte e na recompensa dos justos e na punição dos atrozes; acreditaria que basta crer na minha liberdade de escolha para que ela de fato exista… E não obstante – será preciso dizer? – não creio. – A lista poderia seguir, mas nada acresecentaria. O fato capital é simples: querer acreditar não basta. Há uma fenda que separa aquilo em que se pode acreditar – o domínio do crível – e aquilo que se tem vontade de acreditar, ou seja, aquilo que se acreditaria, com sinceridade, alegria e boa-fé, se fosse possível. Por mais que isso fira o nosso conforto espiritual ou mortifique as pretensões humanas, o desejo de acreditar não pode subjugar o impulso de investigar e descobrir.”

“ A árvore do saber não se prova pelo seu tronco, galhos ou raízes; ela só se dá a conhecer pelos frutos que proporciona.”

“ Beber. Na vitória eu mereço na derrota eu preciso.”

“ Falar de uma vida humana como ela poderia ter sido é tão desprovido de significado real  quanto falar de um peixe ou de um coqueiro como ele poderia ter sido mas não foi. Se o passado não pode ser mudado, foi o que foi, porque o presente e o futuro, o que será, será, seriam tão radicalmente diversos – dóceis e maleáveis à nossa vontade? Só porque calhou de ocuparmos um lugar cirscunstancial no tempo, o agora, e gostamos de nos sentir sócios do devir…”

“ É possível que Epiteto, o escravo e filósofo estoico do século I D.C., estivesse certo ao concluir, ainda que por caminho diverso, que “ quem acusa os outros pelos seus próprios infortúnios revela uma total falta de educação; quem acusa a si próprio mostra que a sua educação já começou; mas quem não acusa a si mesmo nem aos outros revela que a sua educação está completa.” Sim, é possível.”


Las arquitecturas del deseo – José Antonio Marina

agosto 10, 2010

“ El navegante sabe que dede avanzar en zigzag cuando tiene el viento en contra, y así avanzan los indivíduo y las sociedades.”

“ La agencia de tendencias Trendwatching ha acuñado el término transumer. – Son aquellos que consumidores que no buscan la posesión, sino la experiencia. Defienden una manera de vivir transitoria y sin ataduras. Todo se alquila.”

“ El cerebro no es un órgano diseñado para conocer ni alcanzar el cielo de las ideas platónicas. Está al servicio del estómago, del sexo y de lás demás necesidades. Su finalidad es dirigir la conducta, para lo cual lo necesita, por supuesto, percibir, aprender, conocer, pero también muchas cosas más. Desear y emocionarse por ejemplo, por ejemplo. Otro de mis maestros , el filósofo Maurice Blondel, en sus lettres philosophiques, dice lo mismo de otro modo: “ El conocimiento no es un fin en sí, ni un término final, sino un medio, una puesta a punto para obrar y por lo mismo para obtener más del ser.”

“El pensamiento utópico va a consistir en inventar un modelo ideal que, por comparación con un presente miserable, estimule el deseo, y, si lo consigue, pondrá en marcha un inacabable proceso de ajuste homeostático.”

“ San Agustín afirmó que en el hombre brotaban tres poderosos deseos: el deseo sexual, el deseo de poder y el deseo de dinero. Está claro que el deseo de dinero es de distinta textura que los demás. Es un apetito con desencadeante simbólico. Nadie desea la materialidad del dinero. Anhelamos por su valor simbólico, su capacidad de de conferir poder o de hacer accesibles placeres. Frente a los rígidos circuitos animales, nos parece entrar en el reino de la anarquía.”

“ Hegel ha dicho: Nada valioso ha sido hecho sin pasión.”

“ Platón distinguió tres potencias del alma. El conocimiento, el deseo y el timos. Éste era la energía, el ánimo, la fuerza, la furia que impulsionaba a la voluntad.”

“ Los filósofos que han especulado sobre el significado de la vida y sobre el destino del hombre no han subrayado con la suficiente energía que la naturaleza se ha tomado la molestia de instruirnos sobre este asunto. Nos advierte con un signo preciso que estamos alcanzando nuestro destino. Este signo es la alegría. Digo la alegría, no digo el placer. El placer no es más que un artificio inventado por la naturaleza para obtener del ser vivo la perpetuación de la vida; pero no señala la dirección en que la vida está lanzada. En cambio, la alegría anuncia siempre que la vida ha triunfado, que ha ganado terreno, que ha alcanzado una gran victoria: toda gran alegría tiene un acento triunfal. Pero si tenemos en cuenta esa indicación y seguimos esa línea de hechos, encontramos que donde hay alegría hay siempre creación, y que cuanto más rica es la creación, más profunda es la alegría.”

“ El placer no es la satisfacción de una necesidad, sini el proceso de consumar el deseo.”

“ Querer algo supone una suposición a actuar en consecuencia, en cuanto las circunstancias lo permitan. Nietzche escribe en La voluntad de poder; “ Querer nos es desear, aspirar, anhelar: el querer se distingue por la “ emoción de mando”. Implica que se dé una orden. Un estado general de tensión, gracias al cual una fuerza buscara dispararse, no es un querer.” El querer implica dos deseos: el deseo que se dirige a un fin, y el deseo de actuar. Éste no siempre acompaña a aquél. El desidioso es el que vive permanentemente en el deseo, sin pasar a la acción. Desidia es un sinónimo de pereza. El circuito de la acción va a complicarse en nuevas arquitecturas.”

“ Las ganas de hacer algo – en eso consiste la motivación – son el resultado de tres factores: el deseo, el premio esperado y, en tercer lugar, unos colaboradores mentales que nos animan o disuaden ( por ejemplo, la dificultad de la tarea, el hábito, la esperanza de conseguir la meta, el convencimient de que está a mi alcanze, etc). Pero ni siquiera el coctél de estos factores dispara la acción. Volvemos a constatar el troceamiento del circuito humano de la conducta. Esa << fuerza de tendencia>>, como la llama Toates, no pasa a la acción si su dinamismo no es consentido en el sujeto. Tiene que < quererlo>. En cierto sentido, nuestra libertad no es más que la facultad de decir no o sí a las propuestas que proceden de la inteligencia inconsciente. Ésa es la humilde y a la vez poderosa función de la voluntad.”

“ La gran tarea de la inteligencia, lo que la convierte en inteligencia humana, es crear posibilidades deseables. Es su riesgo y su ventura. La realidad no nos basta. Aspiramos a la posibilidad.”


Sobre Héroes y tumbas – Ernesto Sabato

maio 25, 2010

“ Mirá esa luz en la ventana, en aquella casita – comentó Alejandra, señalando con su mano – Siempre me subyugan esas luces en la noche: ¿Será una mujer que está por tener un hijo? ¿alguién que muere? A lo major es un estudiante pobre que lee a Marx. Qué misterioso es el mundo. Solamente la gente superficial no lo ve. Conversa con el vigilante de la esquina, le hacés tomar confianza y al rato descubris que el es también un mistério.”

“ _Así se da la felicidad.

¿Qué queria decir? Se quedó escuchándolo, anhelante, como siempre cuando se trataba de algo vinculado a Alejandra.

_En pedazos, por momentos. Cuando uno es chico espera la gran felicidad, alguna felicidad enorme y absoluta. Y a la espera de este fenómeno se dejan pasar o no se aprecían las pequeñas felicidades, las únicas que existen. Es como…

Se calló, sin embargo. Al rato continuó:

Imagínese un mendigo que desdeña limosna por el camino, porque le han dado el dato de un formidable Tesoro. Un Tesoro inexistente.”

“ Viéndola caminar hacia el restorán, Martín se dijo que para ella no era adecuada la palabra linda, ni siquiera Hermosa; quizá se le podia decir bella, pero sobre todo soberana.”

Siempre es levemente siniestro volver a los lugares que han sido testigos de un instante de perfeccíon.”

“ Y luego , como en un combate que déja el campo lleno de cadáveres y que no ha servido para nada, ambos quedaran silenciosos.”

“ No recuerdo quién dijo que no leía para no perder su originalidad.¿ Se da cuenta? Si uno ha nascido para hacer o decir cosas originales, no se va a perder leyendo libros. Si no ha nascido para eso, nada perderá leyendo libros… Ademas esto es Nuevo… ¿Qué, quieren una originalidad total y absoluta? No existe, ni en el arte ni en nada. Todo se construye sobre lo anterior. No hay pureza en nada humano. Los dioses griegos también eran híbridos y estaban infectados ( es una manera de decir) de religiones orientales y egipcias.”

“ Los verdaderos ateos son los indiferentes, los cínicos. Y lo que podríamos llamar el ateísmo de la patria son los cosmopolitas, esos indivíduos que viven aqui como prodrían vivir en Paris o en Londres. Viven en un país como en un hotel.”


Las Partículas Elementares – Michel Houllebecq

maio 23, 2010

“ El relato de una vida humana puede ser tan largo o tan breve como uno quiera. Naturalmente se recomienda, por su extrema brevedad, la opción metafísica o trágica, que se limita al fin y al cabo a las fechas de nacimiento y muerte grabadas clásicamente en una lápida.”

“ El espacio separa las pieles. Las palabras atraviesan elásticamente el espacio, el espacio entre las pieles. No escuchadas, desprovistas de eco, como suspendidas tontamente en el aire, sus palabras empezaban a pudrirse y apestar, era indiscutible. La palabra, que crea una relación, también puede separar.”

“ Empezaba a estar harto de aquella estúpida manía Pro brasileña. ¿ Porque Brasil? Por lo que el sabía, Brasil era un país de mierda, poblado de fanáticos por del fútbol y las carreras de coches. La violencia, la corrupción y la miseria llegaban al cielo. Si había un país odioso era precisa y específicamente Brasil.”

“ Del individualismo surgen la libertad, el sentimiento del yo, la necesidad de distinguirse y superar a los demás. En una sociedad racional como la que describe un mundo feliz, la lucha puede atenuarse. La competencia económica, metáfora del dominio del espacio, no tiene razón de ser en una sociedad rica, que controla los flujos económicos. La competencia sexual, metáfora del dominio del tiempo mediante la procreación, no tiene razón de ser en una sociedad en la que el sexo y la procreación están perfectamente separados; pero Huxley olvida tener en cuenta el individualismo. No supo comprender que el sexo, una vez disociado de la procreación, subsiste no ya como principio de placer, sino como principio de diferenciación narcisista; lo mismo ocurre con el deseo de riquezas. ¿ Porque el modelo socialdemócrata sueco no ha logrado nunca substituir el modelo liberal? Por qué nunca se ha aplicado al ámbito de la satisfacción sexual? Porque la mutación metafísica operada por la ciencia moderna conlleva la individuación, la vanidad, el odio y el deseo. En sí, el deseo, al contrario que el placer, es fuente de sufrimiento, odio e infelicidad. Esto lo sabían y enseñaban todos los filósofos: no solo budistas o los cristianos, sino todos los filósofos dignos de tal nombre. La solución de los utopistas, de Platón a Huxley pasando por Fourier, consiste en extinguir el deseo y el sufrimiento que provoca preconizando su inmediata satisfacción. En el extremo opuesto, la sociedad erótico-publicitaria en la que vivimos se empeñaba en organizar el deseo, en aumentar el deseo en proporciones inauditas, mientras mantiene la satisfacción en el ámbito privado. Para que la sociedad funcione, para que continúe la competencia, el deseo tiene que crecer, extenderse y devorar la vida de los hombres.”

“ Al considerar los acontecimientos presentes de nuestra vida, oscilamos constantemente entre la fe y el azar y la evidencia del determinismo. Sin embargo, cuando se trata del pasado, no tenemos la menor duda: nos parece obvio que todo ha ocurrido de modo en que, efectivamente, tenía que ocurrir.”

“ la tradicional lucidez de los depresivos, descrita a menudo como un desinterés radical por las preocupaciones humanas, se manifiesta ante todo como una falta de implicación en los asuntos que realmente son poco interesantes. De hecho, es posible imaginar a un depresivo enamorado, pero un depresivo patriota resulta inconcebible.”

“ Pero he llegado a pensar que las religiones son, ante todo, tentativas de explicar el mundo; y ninguna tentativa de explicar el mundo se sostiene si choca con nuestra necesidad de certeza racional. La prueba matemática y el modo experimental son experiencias definitivas de conciencia humana. Sé muy bien que los hechos parecen contradecirme, sé que el Islam ( la más estúpida, la mas falsa y la más oscurantista de todas las religiones) parece estar ganando terreno, pero no solo se trata de un fenómeno superficial y transitorio: a largo plazo el Islam está condenado, más aún que el cristianismo.”

“Los hechos existen, las leyes se encadenan, la noción de causa no es científica. El mundo es igual a la suma de conocimientos que tenemos sobre él.”


Ampliación del campo de batalla – Michel Houellebecq

fevereiro 15, 2010

“La sexualiad es un sistema de jerarquía social”

“Definitivamente, me decía, no hay duda que en nuestra sociedad el sexo representa un segundo sistema de diferenciación, con completa independencia del dinero; y se comporta como un sistema de diferenciación tan implacable, al menos como éste. Por otra parte, los efectos de ambos sistemas son estrictamente equivalentes. Igual que el liberalismo económico desenfrenado, y por motivos análogos, el liberalismo sexual produce fenómenos de empobrecimiento absoluto. Algunos hacen el amor todos os días, otros cinco o seis veces en su vida, o nunca. Algunos hacen el amor con docenas de mujeres, otros con ninguna. Es lo que se llama la “ley del mercado”.

” El liberalismo económico es la ampliación del campo de batalla, su extensión a todas las edades de la vida y todas las clases de la sociedad. A nivel económico, Raphael Tisserand está en el campo de los vencedores, a nivel sexual en el de los vencidos. Algunos ganan en ambos tableros, otros pierden en los dos. Las empresas se pelean por algunos jóvenes diplomados; las mujeres se pelean por algunos jóvenes; los hombres se pelean por algunas jóvenes;  hay mucha confusión, mucha agitación.”

“Me revelan que mi estado tiene nombre: es una depresión. Así que oficialmente, estoy atravesando una depresión. Me parece una formula afortunada. No es que me sienta muy bajo; es más bien que el mundo al mi alrededor me parece alto.”

“Hablando más en general, todos estamos sometidos al envejecimiento y la muerte. Estas nociones de vejez y de muerte son insoportables para el individuo; se desarollan soberanas y incondicionales en nuestra civilización, ocupan progresivamente el campo de conciencia, no dejan que en ella subsista nada más. Así poco a poco, se establece la certeza que el mundo es limitado. El mismo deseo desaparece; sólo quedan la amargura; una amargura inmensa, inconcebible. Ninguna civilización, ninguna época han sido capaces de desarollar en los hombres tal cantidad de amargura. Desde este punto vivimos en un mundo sin precedentes. Si hubiera que resumir el estado mental contemporáneo en una palabra yo elígiria, sin dudarlo, amargura.”


“a possibilidade de uma ilha” Michel Houellebecq

janeiro 22, 2010

“…Uma garota linda, tratada com toda consideração e atenção pelo conjunto da população masculina, inclusive por aqueles – a imensa maioria – que não têm mais esperança alguma de obter um favor sexual dela, e até, para dizer a verdade, particularmente por eles, com uma emulação abjeta que chega, em alguns cinquentões, à senilidade pura e simples, uma belíssima garota perante quem se abrem todos os rostos, aplainam-se todas as dificuldades, recebida em toda parte como se fosse a rainha do mundo, torna-se naturalmente uma espécie de monstro de egoísmo e vaidade saciada. A beleza física desempenha aqui exatamente o mesmo papel que a nobreza de sangue sobre o Antigo Regime, e a breve consciência de que elas poderiam ter na adolescência da origem puramente acidental de seu status cede rapidamente lugar, na maioria das mulheres muito bonitas, a uma sensação de superioridade inata, natural, instintiva, que as coloca inteiramente de fora e amplamente acima do restante da humanidade. Com todos ao seu redor não tendo outro objetivo senão evitar-lhe qualquer sofrimento e antecipar o menor de seus desejos, é óbvio que ela vai considerar o resto do mundo como composto exclusivamente de servidores, ela própria tendo como tarefa única promover o seu próprio valor erótico – na expectativa de encontrar um cara digno de receber sua homenagem. A única coisa que pode salvá-la no plano moral é ter a responsabilidade concreta sobre uma criatura mais fraca, ser direta e pessoalmente responsável pela satisfação de suas necessidades físicas, sua saúde, sua sobrevivência – essa criatura podendo ser um irmão ou irmã mais novos, um animal doméstico, tanto faz.”…


“A arte de escrever” Arthur Schopenhauer

dezembro 23, 2009

¨Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta, o tempo e a energia são limitados.

¨Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo […], sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma.¨

¨Por isso é tão importante, em relação ao nosso hábito de leitura, a arte de não ler. Ela consiste na atitude de não escolher para ler o que, a cada momento determinado, constitui a ocupação do grande público. […] Basta nos lembrarmos de que, em geral, quem escreve para os tolos encontra sempre um grande público.¨

¨Usar muitas palavras para comunicar poucos pensamentos é sempre o sinal inconfundível da mediocridade; em contrapartida, o sinal de uma cabeça eminente é resumir muitos pensamentos em poucas palavras.¨

¨A autêntica concisão da expressão consiste em dizer apenas, em todos os casos, o que é digno de ser dito, com a justa distinção entre o que é necessário e o que é supérfluo, evitando todas as explicações prolixas sobre coisas que qualquer um pode pensar por si mesmo.¨


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